Mulheres que fazem a Biz: conselhos que mudaram a forma delas de trabalharem

No Dia Internacional da Mulher, celebrado ontem (8/03), escolhemos olhar para dentro.

Em vez de falar “sobre”, optamos por ouvir.

Então, fizemos uma pergunta simples às mulheres da Biz2People. As respostas revelaram o que mais valorizamos na nossa empresa: clareza, coragem, sentido prático e humanidade.

Há conselhos que organizam. Outros que dão força. Outros ainda nos lembram que ninguém deve encolher para caber. Com vocês, Catlen Melo, Janaína Oliveira, Joana Profano, Joelane Pinheiro, Meire Pimentel, Pamella Berzoini, Raíssa Alves, Tatiane do Santos e Yasmin Gonçalves.

Qual foi um conselho que mudou seu jeito de trabalhar (e que você gostaria de repassar a outras mulheres)?


Joana Profano Macias

“Uma coisa por vez.”


Joelane Pinheiro

“Sempre trabalhei presencialmente, e o trabalho remoto mudou meu ritmo de vida pessoal e profissional. Reaprendi um novo modelo de trabalho com mais tranquilidade e autonomia.”


Janaína Oliveira

“Organização é estratégia, não é rigidez.

Quando entendi que planejar minha rotina, meus processos e meus limites não era ser controladora, meu trabalho mudou de nível. Passei a comunicar melhor as expectativas, negociar com mais segurança e não aceitar sobrecarga como algo ‘normal’.

Para outras mulheres, eu diria: estrutura não tira sua sensibilidade. Ela protege sua energia, fortalece sua autoridade e te ajuda a crescer sem se esgotar.”


Pamella Berzoini

“A sempre se posicionar. Seja no ambiente prioritariamente masculino ou não, temos as mesmas competências, somos profissionais excelentes e, sim, temos que nos fazer ser vistas e não nos intimidar. O conhecimento é seu e ninguém o tira e nem o silencia. Confie sempre na sua capacidade.”


Catlen Melo

“Uma antiga gerente de RH, que eu admiro muito e que me ajudou a construir minha carreira, uma vez me disse: ‘Você precisa se permitir mais’. Esse conselho, de fato, mudou minha trajetória profissional. Passei a me desafiar mais, a ocupar diferentes espaços e a confiar nas minhas capacidades, sendo eu mesma, mas permitindo que o mundo visse quem eu sou, em vez de permanecer apenas no backstage.”


Meire Pimentel

“Se eu tenho honestidade, sei quem eu sou e acredito no que estou fazendo, eu não paro diante de qualquer problema que apareça ao meu redor; eu sigo e a vida sempre me dá o suporte necessário para continuar.”


Tatiane Ribeiro dos Santos

“Neste Dia da Mulher, meu conselho é: não peça licença para ser a especialista que você já é. No eixo profissional, o seu repertório é o seu maior bem; faça-o ser ouvido, porque ele importa.”


Raíssa Alves

“Um conselho poderoso, vindo do meu pai! Com experiência no mundo da mineração/metalurgia, um ambiente historicamente dominado por homens e, muitas vezes, desafiador para mulheres, e, no meu caso, mulher preta, foi um terreno duro de navegar. E depois, enfrentando o clima tóxico no ramo da consultoria, o conselho de “peito estufado e cabeça erguida” certamente foi um norte para manter minha dignidade e autoconfiança em meio a tantas dificuldades.

Esse ensinamento não se limita à postura física, mas também aborda resiliência e autoestima. Para muitas mulheres, lembrar-se de que você merece estar ali, que sua voz tem valor e que não precisa se diminuir para atender às expectativas dos outros pode ser transformador. É um lembrete para não internalizar críticas injustas ou desrespeito, mas sim enfrentá-los.”


Yasmin Gonçalves

“Quando entrei no mercado de trabalho, minha mãe me aconselhou a nunca questionar ou criticar meus superiores, porque, enquanto homem, isso pode ser visto como firme, corajoso e desafiador; para uma mulher, normalmente, isso se traduz em histérica, chata, arrogante, problemática etc.

Esse conselho não foi me dado para ser uma pessoa submissa profissionalmente, mas, como diz o ditado americano, ‘escolher minhas batalhas’ e prestar atenção sobre como me coloco nesses ambientes.

As mulheres sofrem muita escrutinização e preconceitos sociais nos ambientes profissionais. Por isso, eu penso duas vezes antes de falar, analiso como falar, como me comportar e como fazer. Infelizmente, existe muita atenção que precisamos ter, não apenas nas funções profissionais, mas no comportamento social dentro do escritório, pois é muito fácil nós sermos colocadas dentro de uma caixa negativa na visão de nossos colegas, por comportamentos que um homem pode exercer livremente.”


Tem conselho que é ferramenta.

Tem conselho que é abraço.

E tem conselho que é alerta — não porque a gente concorda com ele, mas porque ele expõe uma realidade.

O que essas vozes deixam claro é que competência não falta. O que a gente precisa, cada vez mais, é de ambientes em que mulheres não tenham que gastar energia “se defendendo” para simplesmente trabalhar, crescer e liderar.

Na Biz2People, a gente segue comprometida em construir um espaço onde pertencimento não é prêmio — é ponto de partida.

E agora a pergunta passa para você: qual conselho mudou o seu jeito de trabalhar?

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