O evento ”Empresa Agêntica: Mais eficiência e escala com o time que você tem”, realizado pela Biz2People em parceria com a Salesforce, em Jundiaí (SP), no Brasil, deixou uma mensagem clara para líderes e empresas: a inteligência artificial já deixou de ser uma aposta de futuro para se tornar uma necessidade de presente.
Estamos definitivamente entrando na Era Agêntica. Mais do que uma tendência, essa nova fase representa uma mudança profunda na forma como as empresas operam, escalam e geram produtividade. E essa transformação não tem volta.
Se antes muitas organizações ainda observavam a IA com cautela ou a utilizavam de forma pontual, o mercado agora exige um uso mais estratégico, aplicado e orientado à execução. O desafio já não é entender o conceito, mas sim saber como transformar essa capacidade em um resultado concreto.
De IA passiva à Era Agêntica
Até há pouco tempo, o uso mais comum da inteligência artificial era basicamente reativo: o usuário fazia uma pergunta e a ferramenta respondia. Na Era Agêntica, esse modelo evolui. O protagonismo passa a ser dos agentes autônomos, capazes não apenas de responder, mas de agir, executar tarefas e apoiar decisões com contexto.
Durante o evento, ficou evidente que o grande papel da liderança, neste momento, é superar resistências internas e compreender que a nova produtividade nasce da colaboração entre pessoas e agentes de IA.
Essa urgência foi reforçada por André Girotto, CEO da NetProfit, um dos palestrantes do encontro. Segundo ele, desde 2020, o volume de informação no mundo dobra a cada 73 dias. Diante desse cenário, insistir em métodos tradicionais de gestão e operação significa correr o risco de perder relevância rapidamente.
Enquanto Girotto trouxe a dimensão estratégica dessa mudança, a Salesforce apresentou o caminho prático para implementá-la por meio do Agentforce.
Agentforce: como a Empresa Agêntica ganha na forma prática
O Agentforce materializa o conceito de agentes no dia a dia das empresas. Na prática, ele permite criar funcionários digitais capazes de compreender processos, acessar contexto e executar tarefas de forma autônoma no Service Cloud.
Mais do que automatizar respostas, o Agentforce amplia a capacidade operacional da empresa com inteligência aplicada ao atendimento e à execução. Entre os principais ganhos apresentados, destacam-se:
- Mais produtividade: agentes de IA podem resolver entre 80% e 100% dos casos de Nível 1, liberando o time humano para negociações, análises e demandas mais complexas.
- Melhores resultados no atendimento: a tecnologia já contribui para reduzir os custos operacionais em 26% e aumentar a satisfação do cliente (CSAT) em 31%.
- Mudança de paradigma: não se trata de um chatbot mais sofisticado, mas de um sistema capaz de raciocinar com base nos dados do CRM, tomar decisões e concluir chamados com mais autonomia.
O papel da liderança ambidestra diante do skill gap
Um dos pontos mais importantes discutidos no evento foi que a principal barreira para a construção de uma Empresa Agêntica não é tecnológica. Ela é, sobretudo, cultural e gerencial.
André Girotto chamou a atenção para a importância da liderança ambidestra — aquela capaz de manter a eficiência da operação atual enquanto, ao mesmo tempo, prepara a empresa para um novo modelo de negócio.
Esse ponto se torna ainda mais relevante diante do atual skill gap. Hoje, muitos profissionais já utilizam IA em tarefas básicas do dia a dia, mas ainda são poucos os que sabem aplicar essa tecnologia de maneira integrada aos fluxos corporativos, à operação e à estratégia do negócio.
Neste cenário, a liderança precisa ir além do entusiasmo pela inovação. É preciso transformar potencial em estrutura, uso prático, governança e resultado. E é justamente aí que o ecossistema Salesforce se fortalece como um habilitador dessa evolução.
Como começar a implementar o Agentforce
Para transformar a organização em uma Empresa Agêntica, o caminho passa por três frentes essenciais:
- Governança de dados: garantir uma base sólida no CRM para que a IA opere com contexto, consistência e confiabilidade.
- Clareza de processos: identificar quais tarefas de Nível 1 e 2 podem ser delegadas aos agentes autônomos.
- Sinergia entre pessoas e IA: preparar o time para atuar em conjunto com a tecnologia, direcionando a atuação humana para estratégia, relacionamento e casos mais complexos.
Mais do que implementar uma ferramenta, trata-se de desenhar uma nova lógica operacional.
Nesse processo, a Biz2People, como parceira estratégica da Salesforce, atua na arquitetura dessa transformação, conectando tecnologia, processo e adoção para que a IA gere margem, escala e crescimento real — e não apenas mais uma camada de sistema.
O que ficou do evento
O encontro reforçou alguns pontos essenciais para empresas que querem se manter competitivas nos próximos anos:
- A Era Agêntica já começou e marca a transição de uma IA que apenas responde para uma que também executa.
- O Agentforce mostra como a Salesforce está traduzindo essa evolução em aplicação prática, com ganhos concretos de produtividade e eficiência.
- A liderança ambidestra será decisiva para equilibrar performance no presente e capacidade de reinvenção no futuro.
- O próximo passo das empresas não é mais discutir se devem ou não usar IA, mas como incorporar essa inteligência aos processos, à operação e ao atendimento de forma consistente.
A questão deixou de ser tecnológica. Agora, ela é estratégica.
