Agentforce e a nova era dos agentes de IA: o que os eventos em São Paulo e Lisboa mostraram sobre o mercado

Agentforce

Participamos dos Agentforce World Tours em São Paulo e Lisboa, da Salesforce, e ficou claro que a conversa não girou em torno de funcionalidades específicas. O mercado não discute mais a relevância da IA, mas sim: o que precisa estar pronto para ela funcionar?

Essa mudança é relevante. Antes, os eventos de tecnologia eram vitrines de possibilidades, com demonstrações e casos hipotéticos. Em São Paulo e Lisboa, executivos de operações, vendas e atendimento sentaram-se com arquitetos e times de TI para discutir fluxos, dados e obstáculos. A IA saiu do palco e subiu à mesa de decisão.

Antes de detalhar os principais aprendizados dos eventos, é importante contextualizar como se relacionam com a realidade dos projetos Salesforce no Brasil e em Portugal. A seguir, reunimos nossas principais leituras e percepções com base no que observamos e nas conversas que tivemos.

A consolidação da empresa agêntica

Os encontros em Lisboa e São Paulo trouxeram uma leitura clara: as empresas estão entrando em um novo conceito de empresa agêntica, em que agentes de IA atuam com pessoas, sistemas e processos para acelerar decisões e execuções, deixou de ser uma apresentação de palco e passou a ser uma referência para o planejamento.

Empresas presentes nos eventos já chegaram com casos de uso mapeados, perguntas sobre governança e dúvidas sobre integração. Isso indica maturidade, não apenas entusiasmo. Para que um agente de IA opere com utilidade real, são necessários dados estruturados, processos bem definidos e integração nos pontos de contato da empresa. Sem esses elementos, o agente não agrega valor nem melhora a operação.

Contexto confiável como pré-requisito

O contexto foi um dos principais destaques de ambos os eventos. Agentes de IA não funcionam bem com dados fragmentados. Lead, conta, histórico e status comercial devem manter a mesma leitura na instância, caso contrário, o agente decide com dados incompletos, muitas vezes sem que ninguém perceba a tempo.

Esse problema precede a IA, mas o Agentforce acelera sua manifestação. Bases de dados falhas não desaparecem com agentes, apenas tornam as consequências mais visíveis e exigem correção rápida.

Dados confiáveis não são um pré-requisito essencial. Entre os principais aprendizados dos eventos está a constatação de que o volume de baixa qualidade aumenta o risco operacional, reforçando a necessidade de qualidade antes da automação. 

Governança como fator de escala para além do compliance

A discussão sobre governança nos dois eventos saiu do campo regulatório e entrou no operacional. Não se falou de governança como controle burocrático, mas como condição para escalar com segurança: como auditar o que o agente decide, como definir o que ele pode ou não executar, como medir se o resultado gerado é real ou apenas atividade.

Permissões frágeis e papéis confusos criam um ambiente em que o agente opera sem a confiança das equipes, dificultando a adoção, independentemente da qualidade técnica.

Automatizar um processo ruim só agrava o problema. Por isso, revisar fluxos, responsabilidades e decisões não é opcional antes do Agentforce. É o que separa projetos que geram resultado dos que geram retrabalho.

O impacto em atendimento, vendas e operações

Os eventos mostraram que o Agentforce gera mais resultados em áreas com alto volume de interações, alta demanda por respostas rápidas e forte dependência de contexto. O principal takeaway é que melhorias aparecem em atendimento, vendas e operações, onde agentes de IA reduzem etapas manuais, facilitam a priorização e agilizam fluxos – liberando os profissionais para tarefas de maior valor.

O ponto estratégico, e esse foi um dos aprendizados mais consistentes entre São Paulo e Lisboa, é que a adoção de agentes não é iniciativa restrita à área de tecnologia. Envolve liderança, operação, dados e gestão da mudança. Empresas que tratam o tema apenas como implantação técnica tendem a perder parte do potencial que a tecnologia oferece.

O que precisa estar pronto antes de adotar Agentforce

A preparação para o Agentforce começa pelo diagnóstico. O primeiro passo é identificar onde a IA pode gerar valor com menor atrito e maior relevância. Nem todo processo deve ser automatizado imediatamente. Algumas áreas precisam de revisão e padronização antes de receber agentes. Outras já têm maturidade suficiente para avançar em fluxos específicos.

Envolver as equipes desde o início também é essencial. O Agentforce só gera valor quando todos entendem como será usado, quais tarefas serão automatizadas e quais responsabilidades permanecerão humanas. Sem alinhamento, a adoção encontra resistência ou vira um teste isolado.

O que a Biz2People traz para esse contexto

A Biz2People  conecta pessoas, processos e tecnologia no Salesforce. Em projetos Agentforce, apoia diagnósticos, revisões de fluxos, integração de dados, definição de casos e acompanhamento da adoção. Cada etapa exige visão técnica e de negócios: a era dos agentes requer ambas.

Para empresas que buscam avançar com o Agentforce, um dos principais aprendizados é a necessidade de começar por entender o que a base atual sustenta, o que precisa ser corrigido e quais casos de uso já têm maturidade para começar. Esse diagnóstico detalhado diferencia estratégias bem-sucedidas de iniciativas que não geram valor.

Fale com os especialistas da Biz2People e entenda qual é o próximo passo para a sua operação.

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FAQ sobre Agentforce e agentes de IA

O que é Agentforce?

Agentforce é uma solução do ecossistema Salesforce voltada à criação e uso de agentes de IA conectados aos dados, processos e fluxos de trabalho da empresa.

Para que serve o Agentforce?

O Agentforce serve para apoiar equipas em tarefas como atendimento, vendas, suporte, automação de processos e tomada de decisão com base em contexto.

Agentforce substitui profissionais humanos?

Não. A proposta do Agentforce é elevar a produtividade das equipas, apoiando tarefas repetitivas e operacionais, enquanto pessoas continuam conduzindo decisões estratégicas e interações complexas.

Quais áreas podem se beneficiar do Agentforce?

Atendimento ao cliente, vendas, operações, suporte interno, marketing, relacionamento e equipas que dependem de dados e processos recorrentes podem se beneficiar do Agentforce.

O que uma empresa precisa antes de adotar Agentforce?

A empresa precisa avaliar a qualidade dos dados, a maturidade do CRM, os processos internos, a governança, as integrações e a capacidade de adoção pelas equipas.

Por que dados são importantes para agentes de IA?

Agentes de IA dependem de dados confiáveis para interpretar contexto, responder com precisão e executar ações alinhadas às regras do negócio.

Como a Biz2People pode apoiar projetos com Agentforce?

A Biz2People pode apoiar com consultoria Salesforce, diagnóstico de processos, desenho de estratégia, integração de dados, inteligência artificial aplicada e estruturação de soluções digitais.

Agentforce é indicado para qualquer empresa?

Agentforce pode gerar valor em diferentes contextos, mas sua adoção deve partir de um diagnóstico. O ideal é identificar casos de uso prioritários e avaliar se a base tecnológica e operacional está pronta.

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